quinta-feira , 30 outubro 2014
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Dia da Micro e Pequena Empresa é comemorado com taxa de sobrevivência crescente
DIRETOR superintendente do Sebrae no Acre, João Batista Fecury fala sobre a Lei Geral da MPE - Foto: Assessoria Sebrae

Dia da Micro e Pequena Empresa é comemorado com taxa de sobrevivência crescente

No Brasil 99% dos empreendimentos legalmente constituídos são MPEs. São criados anualmente mais de 1,2 milhão de novos empreendimentos formais. Desse total, mais 52,4% são microempreendedores individuais, 43,3% são micro empresas e 4,4 % são Empresas de Pequeno Porte.

As micro e pequenas empresas são responsáveis por mais da metade dos empregos com

carteira assinada do Brasil. Se somarmos a isso a ocupação que os empreendedores geram para si mesmos, pode-se dizer que os empreendimentos de micro e pequeno porte são responsáveis por, pelo menos, dois terços do total das ocupações existentes no setor privado da economia.

A sobrevivência desses empreendimentos é condição indispensável para o desenvolvimento econômico do país. E todos os estudos no Brasil e no mundo mostram que os dois primeiros anos de atividade de uma nova empresa são os mais difíceis, o que torna esse período o mais importante em termos de monitoramento da sobrevivência e este índice esta aumentando. O dado mais recente mostra que a cada 100 empreendimentos criados, 73 sobrevivem aos primeiros dois anos de atividade. A taxa supera a de países modelo do empreendedorismo, como a Itália.

O bom desempenho das empresas brasileiras resulta, dentre outros fatores, de um esforço conjunto do Sebrae com as demais instituições da sociedade, seja melhorando o ambiente onde estão inseridos esses negócios, seja por meio da ampliação do atendimento direto dos empresários de micro e pequenos empreendimentos. “O Sebrae não é só a área de cursos, instrutória, capacitações…nos tratamos também de politicas publicas, principalmente do surgimento de novos negócios na célula básica da federação brasileira, ou seja, nos municípios que em sua grande maioria ainda não implementaram o regime especial dedicado as MPEs de acordo com o que preconiza a Lei 123/2006 da famosa Lei Geral da MPE”, disse o diretor superintendente do Sebrae no Acre, João Batista Fecury Bezerra.

Por regiões do país, verifica-se que a taxa de sobrevivência é maior na região sudeste (76,4%), única região que apresenta taxa de sobrevivência superior à média nacional (73,1%). Na seqüência, vêm as regiões sul (71,7% de sobrevivência para empresas com até 2 anos), nordeste (69,1% de sobrevivência), centro-oeste (68,3%) e norte com taxa de sobrevivência de 66%.

Como as empresas do setor industrial apresentam taxas de sobrevivência mais elevadas, em parte, isso ajuda a explicar o melhor desempenho relativo das regiões sudeste e sul, onde é maior a presença de empresas industriais. No sudeste, por exemplo, que concentra quase metade das empresas industriais do país (SEBRAE/DIEESE, 2010), a taxa de sobrevivência das empresas industriais chega a 79,6%, contribuindo para o melhor desempenho médio desta região, em termos da taxa de sobrevivência das empresas.

Os aumentos reais da renda da população e o crescimento sistemático do emprego no país, puxado pelos pequenos negócios, têm contribuído para a elevação do consumo das famílias nos últimos anos, dando sustentação à alta do PIB, pela ótica da demanda.

A renda média das pessoas ocupadas continua registrando crescimento real. A indústria, mais especificamente, tem adotado uma política de reajustes reais de salários, como forma de “segurar” a mão de obra mais qualificada, apesar da queda na produtividade, nos últimos anos, em função da falta de investimentos e aumento da concorrência com produtos importados.

Além dos investimentos previstos para os eventos esportivos, o Governo Federal aponta para a continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que se soma aos investimentos que serão realizados pelos setores público e privado, em decorrência da descoberta do petróleo da camada Pré-Sal.

Projeta-se também, para os próximos anos, forte transformação da composição etária da população brasileira, o que sinaliza novas oportunidades de negócios a serem oferecidos para o público de faixa etária igual e superior a 60 anos, cuja representatividade na população será cada vez maior, atingindo 30% em 2050 (o triplo da representatividade atual).

Oportunidades para as MPE

Nos próximos anos, importantes eventos ocorrerão e, certamente, proporcionarão grandes oportunidades de negócios para os pequenos negócios.

Pode-se destacar a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro, em 2016. Só o impacto da Copa do Mundo na economia brasileira, por exemplo, está estimado em R$ 142 bilhões (Ernst & Young, 2010).

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Sebrae aponta que a Copa do Mundo tende a beneficiar, mais diretamente, nove setores, por conta dos investimentos antes, durante e depois do evento. São eles: Construção civil, Tecnologia da informação, turismo, produção associada ao turismo, comércio varejista, serviços, vestuário, madeira e móveis e agronegócio.

A importância dos pequenos negócios para a economia brasileira

  • 52% dos empregos formais
  • 40% da massa salarial
  • 62% das empresas exportadoras
  • US$ 2 bilhões exportados em 2011
  • R$ 47 bilhões arrecadados pelo Simples Nacional em 2012

A importância da Região Norte para os pequenos negócios brasileiros

  • 5% das empresas optantes pelo Simples Nacional
  • 6% dos microempreendedores individuais
  • 4% das microempresas
  • 4% das empresas de pequeno porte
  • 13,5% dos produtores rurais*
  • 6% das empresas atendidas em 2012

Assessoria Sebrae

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